Suspeitos de tiroteio na Baixa de Lisboa entregam-se à Polícia
- 15/09/2026 18:35
- Redação
Três homens suspeitos de envolvimento num tiroteio na Baixa de Lisboa, que provocou ferimentos a uma turista sueca no mês passado, entregaram-se esta terça-feira às autoridades, segundo o jornal Público.
O trio entregou-se após a Polícia Judiciária ter realizado buscas às suas residências.
As diligências aconteceram esta terça-feira e, na altura, os suspeitos não se encontravam em casa.
Um dos homens já tinha sido detido por violência doméstica, nos dias após o tiroteio na Rua Augusta, acabando por ser libertado com a medida de coação de termo de identidade e residência.
O tiroteio aconteceu a 10 de agosto, num contexto de rivalidade entre grupos rivais.
A turista sueca foi apanhada no meio dos confrontos e foi baleada na zona do tórax. A vítima já regressou ao país de origem.
O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, manifestou-se esta terça-feira "alarmado por muitas situações" em termos de segurança na cidade e afirmou que não se trata de ideologia, apelando ao apoio das "forças moderadas", em prol da democracia.
"A situação que vivemos hoje em termos de segurança já me preocupava muito, hoje estou num momento que me sinto alarmado por muitas situações que estamos a viver nesta cidade, e esse alarmismo é um alarmismo necessário para quem é presidente da câmara e está todos os dias na rua, e posso-vos dar muitos, muitos exemplos daquilo que se tem vivido nesta cidade, e em todas as zonas", declarou o social-democrata Carlos Moedas, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa (AML).
Na apresentação do trabalho do executivo camarário entre junho e agosto, em resposta ao deputado do CDS-PP Francisco Camacho, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) realçou as preocupações que tem ouvido dos lisboetas, dando como o exemplo uma visita à Rua Ferreira Borges, onde o município está a intervir no espaço público: "As primeiras três pessoas que eu encontrei na rua foi para me disserem os assaltos que está a haver em Campo de Ourique nos últimos dias e isso é muito preocupante."
"É importante que, de uma vez por todas, se retire esta ideia de uma guerra na classe política da segurança, a segurança é a segurança dos lisboetas. Não há aqui ideologia, há a segurança das pessoas", defendeu, referindo que de 2010 a 2026 a população de Lisboa aumentou em 109 mil pessoas e perdeu 2.000 polícias, passando para cerca de 6.000 Polícias de Segurança Pública (PSP).
"Como é que podemos não dizer que há um problema de segurança?", interrogou, reforçando que a população na cidade cresceu, mas tem menos polícia na rua.
Sobre o reforço de polícias prometido em maio pelo Governo de PSD/CDS-PP, Carlos Moedas reconheceu que ainda não se concretizou: "Ainda não temos os 100 polícias municipais, nem os 200 PSP. Não os temos, mas eu acredito, profundamente, que o Governo vai cumprir e tem de cumprir este ano."