Barro Negro de Vilar de Nantes conquista proteção europeia e ganha novo reconhecimento
- 16/09/2026 05:40
- Redação
O Barro Negro de Vilar de Nantes está oficialmente inscrito no Registo da União das Indicações Geográficas de produtos artesanais e industriais, passando a beneficiar de proteção em toda a União Europeia.
A decisão foi emitida pelo Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) no passado dia 9 de setembro e representa, segundo A Câmara de Chaves, "um marco de particular relevância para o concelho de Chaves e para a salvaguarda de uma das suas mais emblemáticas tradições artesanais".
Para a autarquia, a distinção constitui "uma importante conquista na afirmação de um saber-fazer ancestral profundamente ligado à identidade e à história de Vilar de Nantes e do território flaviense".
A inscrição no registo europeu reforça, de acordo com o município, a "autenticidade, notoriedade e reconhecimento do Barro Negro enquanto produto artesanal de origem e características próprias".
A certificação europeia é também vista como uma oportunidade para aumentar a visibilidade dos artesãos que mantêm esta tradição e valorizar o conhecimento associado à produção do Barro Negro.
A proteção agora atribuída deverá contribuir para a sua "valorização económica, cultural e turística", bem como para a transmissão deste saber-fazer às novas gerações.
O município flaviense sublinha a importância da certificação para a preservação de um património que considera "parte integrante da identidade local".
"A certificação europeia reforça o valor distintivo do Barro Negro de Vilar de Nantes e contribui para afirmar esta tradição no presente e no futuro", destaca a autarquia.
A produção do Barro Negro de Vilar de Nantes constitui uma das expressões mais características do património artesanal do concelho de Chaves, estando associada a técnicas e conhecimentos transmitidos ao longo de gerações.
Com a inscrição no registo europeu, o produto passa a contar com proteção ao nível da União Europeia, reforçando a sua identidade e reconhecimento para além do território onde tradicionalmente é produzido.