Leão XIV: A diversidade dos povos é uma riqueza e a pessoa humana não se define pela IA
- 16/09/2026 06:02
- Redação
“A diversidade de povos não é um perigo ou uma ameaça, mas um fator que enriquece e faz crescer a humanidade”, disse o Papa esta manhã, na catequese dedicada à Constituição Pastoral Gaudium et spes.
“Hoje, vivendo numa sociedade permeada pelo desenvolvimento tecnológico, com a difusão dos meios de comunicação em massa e das redes sociais, bem como o recurso cada vez maior à inteligência artificial que por um lado encurta distâncias e derruba barreiras, e por outro põe em risco as relações pessoais – que podem tornar-se cada vez mais virtuais –, é necessário redefinir o lugar da pessoa humana. É por isso que a diversidade de povos não é um perigo ou uma ameaça, mas um fator que enriquece e faz crescer a humanidade”, sublinhou Leão XIV.
A história, mesmo a mais recente, confirma que “não devemos cansar-nos de reiterar, juntamente com os Padres do Concílio Vaticano II, que 'a pessoa humana, uma vez que, por sua natureza, necessita absolutamente da vida social, é e deve ser o princípio, o sujeito e o fim de todas as instituições sociais'”.
Nesta perspetiva, a Gaudium et spes afirma que a diversidade das pessoas e dos povos no mundo não deve ser considerada como um perigo ou uma ameaça, mas como um potencial de enriquecimento e de crescimento, frisou.
“É necessário abrir-se cada vez mais à lógica da reciprocidade, da partilha e do cuidado, tal como acontece também entre os diferentes membros do corpo humano”.
Sobre a necessidade do "Bem comum", o pontífice lembrou que este “requer respeito por cada pessoa, promovendo a vida e evitando qualquer forma que a ameace; respeitando até os nossos inimigos ou aqueles que pensam de forma diferente de nós; e respeitando a dignidade que cada pessoa possui, sem discriminar ninguém, o que se concretiza na justiça social”.
No final da audiência, Leão XIV agradeceu aos capelães prisionais italianos pelo seu apostolado nas prisões e, em particular, “pela inestimável colaboração que me prestam e à Secretaria de Estado no apoio espiritual às vidas atribuladas de tantos irmãos e irmãs presos que escrevem ao Papa para relatar as suas tragédias e as suas feridas.”