"Politização ofensiva": Moedas reage às críticas à atuação da Câmara para com as vítimas do acidente do Elevador da Glória

"Politização ofensiva": Moedas reage às críticas à atuação da Câmara para com as vítimas do acidente do Elevador da Glória

  • 16/09/2026 07:40
  • Redação

O presidente da Câmara de Lisboa lamenta o que diz ser uma "politização ofensiva" do acidente com o Elevador da Glória. Esta manhã, à margem de uma cerimónia que assinalou o início do programa "Viva a Rua!" e quase 15 dias depois do primeiro aniversário do descarrilamento, Carlos Moedas reagiu às críticas dos familiares das vítimas e da oposição.

"Eu já respondi a essa pergunta", começou por responder o presidente do Município de Lisboa.

"Eu penso que é ofensiva, essa politização daquilo que é um acidente. Respondi porque tenho 24 horas por dia o meu gabinete aberto para todos aqueles que querem vir ao meu gabinete. Em contacto com as embaixadas e com as seguradoras", garantiu.

O autarca acrescentou ainda que, como presidente da Câmara, não pode ter diretamente o contacto das pessoas.

"É uma questão de lei. Quem tem os contactos são as seguradoras e as embaixadas. No dia em que saiu a reportagem sobre a família alemã, fui eu próprio que quis escrever à família alemã, através da embaixada da Alemanha. Disse sempre a todas as embaixadas, a todas as seguradoras, à Santa Casa de Lisboa, que o meu gabinete está aberto 24 horas por dia."

"Muita da atuação política" de Carlos Moedas "baseia-se na vitimização e desresponsabilização", acusou, por exemplo, Alexandra Leitão, do PS. João Ferreira, do PCP, considerou que faltou "assumir responsabilidades políticas".

Mas, sobretudo, "quem falhou em tudo não podia ter falhado no apoio às vítimas", referiu na altura o vereador comunista.

A 3 de setembro, um ano depois do acidente, vítimas e familiares afetados pelo descarrilamento do Elevador da Glória vieram garantir, numa carta aberta, que o contacto com a Câmara Municipal de Lisboa foi praticamente inexistente ao longo dos últimos 12 meses.

Para muitas famílias, o único contacto direto da autarquia foi o convite para a inauguração do memorial, nesse mesmo dia.

"Um ano depois, continuamos à espera de respostas, apoio e responsabilização", escreveram.

As famílias reconhecem que as investigações ainda estão em curso, mas defendem que isso não impede uma maior comunicação e transparência, referindo que "é difícil não sentir que fomos esquecidos".

  • Fonte: Rádio Renascença
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