Caso do atrelado: PJ confirma que orçamento de 144 mil euros "abrange exclusivamente a Operação Pacoba"
- 16/09/2026 11:47
- Redação
Os deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias receberam esta quarta-feira o esclarecimento adicional pedido pela ministra da Justiça.
Rita Alarcão Júdice solicitou a informação diretamente ao diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, a propósito do orçamento de 144 mil euros para a destruição de químicos perigosos.
As substâncias apreendidas numa operação anti-droga, juntamente com um atrelado, acabaram guardadas nas instalações de um empreiteiro de Barcelos, amigo então diretor nacional da PJ e do atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
A resposta ao pedido de esclarecimento dirigido ao diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, indica que “o orçamento apresentado de 144.456,93 euros abrange exclusivamente resíduos constantes do auto de apreensão, relativo à denominada Operação Pacoba”, pode ler-se.
Esta é a informação remetida pelo gabinete da ministra Rita Alarcão Júdice aos deputados da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. O documento não tem mais detalhes sobre o orçamento para a destruição dos químicos.
A 4 de setembro, o Ministério da Justiça admitiu que o valor indicado pelo orçamento abrangia outros processos.
A ministra garantia na altura que ninguém estava a mentir e pediu o esclarecimento adicional ao atual diretor da Polícia Judiciária, esclarecimento esse que foi agora conhecido.
Numa conferência de imprensa, em finais de julho, o ministro Luís Neves disse que decidiu colocar o atrelado com a respetiva carga, 62 bidões à guarda da empresa ConstruBarcelos, depois de ter recebido um orçamento de cerca de 150 mil euros para a destruição dos produtos químicos, valor que a Polícia Judiciária não poderia suportar.