Ministra do Ambiente recusa cancelar sistema Volta e diz que problemas estão a ser resolvidos

Ministra do Ambiente recusa cancelar sistema Volta e diz que problemas estão a ser resolvidos

  • 16/09/2026 11:22
  • Redação

Em declarações esta tarde, em Estrasburgo, a governante afirmou que o sistema tem funcionado noutros países e que os problemas identificados em Portugal estão a ser analisados.

"Tem corrido bem nos outros países. Em alguns países houve uns problemas iniciais, como tem em algumas localidades em Portugal, mas que têm sido resolvidos. Nos outros países conseguiram resolver. Estamos a identificar os problemas e a resolvê-los", afirmou.

Questionada sobre a possibilidade de o Governo cancelar o sistema, Graça Carvalho foi clara: "Não, não está na nossa perspetiva."

A ministra lembrou ainda que se trata de uma medida de aplicação europeia e destacou a importância do sistema na reutilização das embalagens.

"É [uma medida] obrigatória a nível europeu. Aliás, é um instrumento muito importante para reutilizar o plástico", sublinhou.

Perante a acumulação e dispersão de resíduos associada à recolha das embalagens com depósito, Graça Carvalho admitiu que uma das soluções poderá passar pela criação de recipientes específicos para este tipo de embalagens.

A ministra considera, contudo, que a questão social associada à recolha das embalagens não deve ser confundida com o funcionamento do sistema Volta.

"O drama social é independente do Volta. É um drama social que está relacionado com a pobreza, com os sem-abrigo, que vão buscar alguma forma de ter algum rendimento utilizando estas garrafas", explicou.

Graça Carvalho deu como exemplo outras cidades europeias que enfrentaram problemas semelhantes e encontraram soluções através da separação das embalagens com retorno.

"Há outras cidades na Europa que tiveram o mesmo problema e resolveram-no colocando estas embalagens que têm retorno num recipiente separado do resto do lixo", afirmou.

A solução está a ser analisada pelo Governo. "Poderá ser uma das soluções. Estamos a estudar as soluções para aplicar", acrescentou.

Segundo a ministra, a separação permitiria também responder a uma das preocupações apontadas pelo presidente da Câmara de Lisboa: a dispersão de resíduos nas ruas.

"E aí já se evita a questão de espalhar os resíduos, que é uma das questões que o presidente Carlos Moedas aponta", concluiu.

  • Fonte: Rádio Renascença
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