"Vamos esquecê-la em breve". Palácio de Buckingham reage a alegação do irmão de Diana
- 17/09/2026 10:18
- Redação
O Palácio de Buckingham entrou numa troca de palavras com Earl Spencer, irmão de Diana, princesa de Gales, devido a alegações incluídas no livro de memórias sobre a vida e morte da princesa.
Earl Spencer relata ainda que Carlos lhe teria dirigido uma "onda de raiva" depois de este se opor à participação dos príncipes William e Harry, então com 15 e 12 anos, no cortejo fúnebre da mãe.
O Palácio de Buckingham rejeitou de forma invulgarmente contundente as alegações.
"Embora, por princípio, não comentemos livros, Sua Majestade está consciente de que a dor do luto fraternal pode toldar a razão, afetar o julgamento e influenciar a memória", afirmou o Palácio, numa declaração citada pela BBC.
Segundo a estação de televisão britânica, a resposta recorda a reação da então rainha Isabel II às acusações de racismo feitas por Harry e Meghan em 2021, quando Buckingham Palace afirmou que "as recordações podem variar".
Julian Payne, antigo diretor de comunicação do rei Carlos III, disse à BBC que as alegadas palavras atribuídas ao monarca são uma linguagem que não reconhece como sendo característica de Carlos.
O antigo responsável considerou ainda "muito invulgar" a declaração do Palácio, considerando que demonstra a força da reação da Casa Real às alegações.
O livro de Earl Spencer será publicado na próxima semana e promete revisitar um dos períodos mais conturbados da história recente da família real britânica.
A publicação surge também num momento de intensa atividade da família real, com Carlos III, William e Kate a cumprirem compromissos oficiais, enquanto o príncipe Harry realiza a primeira grande aparição pública desde o regresso ao Reino Unido.
O livro deverá reacender o debate sobre a morte de Diana e sobre a forma como a família real lidou com o impacto da tragédia, em agosto de 1997.