Governo propõe subsídio de 160 euros para polícias, mas protestos mantêm-se

Governo propõe subsídio de 160 euros para polícias, mas protestos mantêm-se

  • 17/09/2026 16:28
  • Redação

O Governo apresentou hoje aos sindicatos da PSP um suplemento para os polícias da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) de 160 euros, com retroativos a julho, e de 230 euros para 2027, mas os protestos mantêm-se.

Este suplemento especial já tinha sido anunciado no final de junho, mas o Ministério da Administração Interna (MAI) decidiu hoje subir o valor da proposta, fixando o suplemento nos 160 euros para já e nos 230 euros a partir de janeiro de 2027.

No final da reunião, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, explicou à Lusa que o suplemento apresentado para a UNEF anula o suplemento de patrulha, uma vez que não é possível receber os dois, e que o valor é igual para todas as carreiras: agente, chefe e oficial.

A ASPP/PSP, que é o sindicato da PSP com mais associados, criticou a proposta do Governo, referindo que a mesma "foi um pouco vazia", e garantiu que não vai aceitar a proposta. Os protestos agendados para 28 de setembro, no Porto, e 8 de outubro, em Lisboa, mantêm-se.

"Não foram respondidas algumas dúvidas que tínhamos no que diz respeito ao universo de profissionais que já estão a desenvolver trabalho na UNEF, mas não estão integrados na UNEF", acrescentou Paulo Santos.

Depois da reunião com os sindicatos da PSP, que terminou depois das 18:00, o ministro da Administração Interna recebe ainda as associações representantes da GNR.

Esta reunião foi convocada pelo MAI e está prevista outra reunião para o dia 29 de setembro sobre a reestruturação das carreiras e a organização do tempo de trabalho, segundo as convocatórias a que a Lusa teve acesso.

Na semana passada, a ASPP/PSP e a APG/GNR anunciaram um ciclo de protestos conjuntos entre 22 de setembro e 30 de outubro.

Em causa, sustentaram, está o incumprimento do acordo assinado com o Governo em 2024 por cinco organizações sindicais, que aumentou em 300 euros o suplemento de risco, para valores distintos dos da PJ, mas que ainda não concretizou a revisão salarial, de carreira e do sistema de avaliação.

  • Fonte: Rádio Renascença
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