BE considera apoios do Governo "migalhas devoradas pelo custo de vida"
- 17/09/2026 19:40
- Redação
O deputado e dirigente do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, acusou hoje o primeiro-ministro de teimosia e de apresentar um discurso “completamente vazio de novidades”, considerando que as medidas de apoio anunciadas para mitigar a crise já foram “devoradas pela inflação”.
José Manuel Pureza reagiu, na Moita, ao anúncio do pacote de ajudas do executivo, defendendo que os apoios, como os bónus aos pensionistas e as reduções no IRS, já haviam sido previamente divulgados e representam “migalhas” face à dimensão da crise económica.
O líder bloquista considerou que, entre a primeira apresentação das medidas por Luís Montenegro e a sua confirmação, o contexto financeiro se degradou, com o aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu e o agravamento constante dos preços dos combustíveis.
“Temos um discurso que vem dizer ao país: não tenho nada para vos dar, nada para vos compensar daquilo que é uma subida exponencial do custo de vida. Tudo o que o primeiro-ministro anunciou já foi comido pela inflação”, declarou José Manuel Pureza.
Na análise de Pureza, “o custo de vida é sofrido por quem tem menos e lucra a quem tem mais”, ao mesmo tempo que há pessoas aflitas e “há lucros obscenos que estão a ser concentrados na grande distribuição, combustíveis, etc.”
Segundo o responsável do BE, o país enfrenta um chefe de governo “teimoso e cheio de si”, que opta por não exigir maior solidariedade fiscal aos grupos económicos com maior capacidade financeira.
O primeiro-ministro defendeu hoje a política seguida pelo Governo de apoio aos combustíveis e ao aumento do custo de vida, recusando trocá-la por um “leilão de medidas avulsas e descoordenadas” que poderiam “reeditar tragédias”.