Três anos depois, o D. Maria II reabre portas no Rossio com "Macbeth" e "grande curiosidade"

Três anos depois, o D. Maria II reabre portas no Rossio com "Macbeth" e "grande curiosidade"

  • 18/09/2026 01:00
  • Redação

Encerrado desde 2023, o Teatro Nacional D. Maria II (TNDM) volta a abrir portas esta sexta-feira com a estreia da chamada “peça maldita”, "Macbeth" de William Shakespeare. Na última vez que foi ali levada à cena, acabou com um incêndio que destruiu aquele espaço cultural de Lisboa, em 1964.

“Há uma grande curiosidade. Foi uma obra grande, razão pela qual levou ao encerramento durante mais de três anos. De facto, as alterações foram muito profundas e significativas, mas não serão tão visíveis ao público”, aponta.

A ministra dá exemplos de algumas das obras que ficam nos bastidores, como “o palco rotativo” e as “áreas técnicas de trabalho”, mas destaca também um nova “pequena área expositiva” que vai poder ser vista pelo público e que confere, nas palavras de Margarida Balseiro Lopes, “uma nova valência” ao teatro.

Esta sexta-feira, a partir das 21h30, na fachada do teatro será projetado um espetáculo de “videomapping” da United VJs, que revisita os 180 anos da história do D. Maria II. Depois, a música toma conta do Rossio com uma festa com os DJ’s ZenGxrl, Beatbombers e Marfox.

Já o fim de semana contará com visitas gratuitas ao renovado teatro. Segundo a ministra, estas visitas “vão permitir que o público perceba e compreenda” as alterações.

Depois de um ano de "Odisseia Nacional", que levou o TNDM II pelo país, ilhas incluídas, a ministra da Cultura lembra que “o teatro não esteve parado”.

“É uma das mensagens que tenho procurado passar. O esforço de sair das quatro paredes do teatro e de ir a mais de 100 concelhos, mostra que um teatro nacional, sem prejuízo de estar-se sediado em Lisboa, não significa que a sua intervenção se limite a este concelho ou área metropolitana”, aponta.

Margarida Balseiro Lopes defende, por isso, que “o esforço de descentralização” deve ser uma “preocupação” que deve ser “preservada”, embora “noutra dimensão”.

“Deve promover e dar a conhecer ao público os clássicos, deve procurar formar novos públicos, deve investir muito nos serviços educativos, na mediação cultural, para que a cultura seja percebida e entendida por toda a gente”, refere a ministra, que conclui dizendo que o TNDM “deve fazer um esforço de trabalhar com as estruturas independentes”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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